quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Aceitando luz!
Eu também quero roupas bonitas, unhas sempre bem feitas, cabelos brilhantes, comida gostosa na geladeira, livros raros nas estantes, acesso fácil a música e viagens magníficas. Não renego o Capitalismo.
No entanto, em cada roupa, quero mostrar o pedaço de pele que nunca me deixa esquecer que pano nenhum substitui minha saúde;
no capricho de cada esmalte, digo ao mundo que a moda pode ser linda, mas as cores, eu sempre posso escolher;
em cada fio sedoso, quero dizer ao vento que ele tem toda a permissão para libertar minhas fantasias;
na essência de cada gosto, experimento a magia secular da humanidade transformada em delícia;
em cada obra enfeitando meu arquivo, homenageio mentores responsáveis pelo fascínio com o qual eu enxergo o planeta (desde a Bíblia até Byron, eu gratificaria toda a minha fé e cada lampejo do lirismo que move as sensações;)
nos sons que alegrariam meus dias, eu acordaria nas nuvens e dormiria por entre estrelas;
e em cada foto que registrasse meus destinos, não estariam apenas monumentos espetaculares, peças de arte históricas e belezas naturais inacreditáveis: estariam, em primeiro plano, os sorrisos cheios de certeza e os olhos repletos de saudade através dos quais eu expressaria felicidade.. e imensidão.
Não interessam nossos estilos de vida, até porque certamente morreremos sem ter tudo que gostaríamos. No entanto, podemos fazer tudo que somos capazes e compartilhar, em cada momento e conquista, o brilho que nunca conseguimos explicar nos nossos momentos mais iluminados.
No entanto, em cada roupa, quero mostrar o pedaço de pele que nunca me deixa esquecer que pano nenhum substitui minha saúde;
no capricho de cada esmalte, digo ao mundo que a moda pode ser linda, mas as cores, eu sempre posso escolher;
em cada fio sedoso, quero dizer ao vento que ele tem toda a permissão para libertar minhas fantasias;
na essência de cada gosto, experimento a magia secular da humanidade transformada em delícia;
em cada obra enfeitando meu arquivo, homenageio mentores responsáveis pelo fascínio com o qual eu enxergo o planeta (desde a Bíblia até Byron, eu gratificaria toda a minha fé e cada lampejo do lirismo que move as sensações;)
nos sons que alegrariam meus dias, eu acordaria nas nuvens e dormiria por entre estrelas;
e em cada foto que registrasse meus destinos, não estariam apenas monumentos espetaculares, peças de arte históricas e belezas naturais inacreditáveis: estariam, em primeiro plano, os sorrisos cheios de certeza e os olhos repletos de saudade através dos quais eu expressaria felicidade.. e imensidão.
Não interessam nossos estilos de vida, até porque certamente morreremos sem ter tudo que gostaríamos. No entanto, podemos fazer tudo que somos capazes e compartilhar, em cada momento e conquista, o brilho que nunca conseguimos explicar nos nossos momentos mais iluminados.
lost, but alive..

Eu preferiria ser escultora, musicista ou até designer de moda. Quem escreve, logo percebe, que a palavra condiciona o pensamento, e não o contrário. Enquanto a arte visual ou puramente instrumental te apresenta leques lindos de interpretação, as sentenças escritas significam por concreto o que, na verdade, é mais abstrato do que o poeta mais sábio saberia definir. Sinto-me arrogante quando digito supostas prolixidades, sinto culpa meio adoentada ao forçar expressão minha a criar asas. Não vejo outra saída, porém, já que as letras transferem-se aos meus dedos antes que eu me dê conta do fenômeno. Se, por um lado, elaboro mensagens de paz e sinto desejo insano em proliferá-las, por outro, vejo que nada sou, nem jamais serei, caso tal pseudo-arte nunca me faça feliz. Trabalhar num escritório claro, viver de desenhos e datilografias humildes e morrer antes que tudo fosse publicado, talvez fosse bom, visto que a vaidade nunca inflaria meu ego tímido e apenas os receptores gozassem os louros de todo o processo de transmissão.
Não que o sucesso não faça parte dos meus sonhos bonitos, apenas evito me deixar tomar pela tentação desnecessária consequente de certas sensações. Talvez eu precise de personagens carregando a minha culpa, alimentando, de luz, os meus cenários e transformando todo o dramalhão convicto do real em peça digna de alguns aplausos apaixonados.
Domando leões e unicórnios, ao final do dia temos sujas de terra nossas mãos. O fim de união e disciplina justificam o pó, mas, ainda assim, sujos estamos. O camponês, à beira do rio, limpo e perfumado, "apenas" planta e colhe jasmins. Perguntamo-nos, então, por quê não sucumbir a um trabalho mais leve. Eis que ecoa a voz da plenitude: "Nossas missões são proporcionais às nossas vocações. Não queixe-se das mãos fortes com as quais nascestes: mãos leves convivem com plumas, mas as suas, movem montanhas."
O universo se completa.
perhaps no more.
Se há algo que doa mais que a saudade é a sensação de tempo perdido.
Havendo certeza de vidas póstumas, ou não, inegável é que ESTA vida passa, passa rápido e ainda acerta as contas com a sua consciência quando percebe vacilos e momentos lindos que teimam em não voltar.
Tempo, assim sendo, perde parte da sua relatividade e ganha aspectos quase cruéis no que diz respeito à finitude do mesmo. "Algum dia isso tudo aqui acaba!"; "Mais cedo do que imaginas, mocinha, seu rosto estará coberto por rugas."
E voce disperdiçou o SEU tempo pra me dizer o óbvio? E o que ninguém sabe? É o tempo que diz mesmo?
Os convites que recusamos, os raciocínios demorados aos quais cedemos nossas contagens, algum dia retornarão saudosos, para que nos redimamos e façamos a COISA CERTA?
Certa vez mamãe me disse: "Eu ouvi, filha, que na verdade estamos todos numa selva escura, tentando ultrapassar os limites da sobrevivência para que, de repente, encontremos a felicidade."
Não sabes dos gravetos do caminho, tampouco dos lobos ferozes seguindo-te cegos, rindo dos seus tombos. No entanto conheces o fogo e sua luz oriunda da descoberta, fabricas instrumentos e, como se não bastasse, ganhas outros por "simples" intervenção divina.
Lembra dos seus dons? Se sim, use-os, sem mostrá-los. Se não, viva buscando-os, ainda que nunca os ache.
O inadmissível de tal epopéia é pecar lamentando o muro, em cima do muro, sem morrer, mas também sem voar. Pois até o equilibrado torna-se radical em toda a determinação que emprega no fim de o ser.
Somos moedas.
Escolha seu lado.
Antes que o depois depare-se contigo, hoje, e peques por não ter cogitado nada.
Havendo certeza de vidas póstumas, ou não, inegável é que ESTA vida passa, passa rápido e ainda acerta as contas com a sua consciência quando percebe vacilos e momentos lindos que teimam em não voltar.
Tempo, assim sendo, perde parte da sua relatividade e ganha aspectos quase cruéis no que diz respeito à finitude do mesmo. "Algum dia isso tudo aqui acaba!"; "Mais cedo do que imaginas, mocinha, seu rosto estará coberto por rugas."
E voce disperdiçou o SEU tempo pra me dizer o óbvio? E o que ninguém sabe? É o tempo que diz mesmo?
Os convites que recusamos, os raciocínios demorados aos quais cedemos nossas contagens, algum dia retornarão saudosos, para que nos redimamos e façamos a COISA CERTA?
Certa vez mamãe me disse: "Eu ouvi, filha, que na verdade estamos todos numa selva escura, tentando ultrapassar os limites da sobrevivência para que, de repente, encontremos a felicidade."
Não sabes dos gravetos do caminho, tampouco dos lobos ferozes seguindo-te cegos, rindo dos seus tombos. No entanto conheces o fogo e sua luz oriunda da descoberta, fabricas instrumentos e, como se não bastasse, ganhas outros por "simples" intervenção divina.
Lembra dos seus dons? Se sim, use-os, sem mostrá-los. Se não, viva buscando-os, ainda que nunca os ache.
O inadmissível de tal epopéia é pecar lamentando o muro, em cima do muro, sem morrer, mas também sem voar. Pois até o equilibrado torna-se radical em toda a determinação que emprega no fim de o ser.
Somos moedas.
Escolha seu lado.
Antes que o depois depare-se contigo, hoje, e peques por não ter cogitado nada.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Ao mundo.
Hoje eu vi um homem cego. Rodeado por cabeças pensantes e corações vazios, o jovem senhor, muito magro, com os olhos apagados, via-se na ponta de sua bengala. Vi gente chutando a ponta de sua bengala, ignorando, portanto, toda a visão tática com a qual o infeliz contava.
Protegida pelo bem-estar do meu ar-refrigerado, assistia, eu, calada e afogada em angústia tão alheia aos meus sentidos e à minha vontade. O homem não poderia sequer fascinar-se com o cinza de sua própria íris, tampouco com o neném que o encarava concentrado. Por um instante divino percebi que ambos sentiam a minha presença.
O momento passou.
Hoje eu atravessei a rua com um paraplégico. Provavelmente o rapaz não obtinha o suporte de uma família abonada que o fornecesse cadeiras motorizadas e café da manhã na cama, porque ele se arrastava. É, tal como se estivesse brincando com a faixa de pedestres, meu amigo anônimo perseguia seus próprios joelhos no chão sujo em busca daquela calçada distante... Apesar de ter pés, por desventura de um destino ingrato, jamais poderia senti-los. Por uma fração de segundo, notei que ele sonhava com meus passos e eu embarquei na viagem, sonhando o mesmo como consolação.
O momento passou.
Hoje voei com um pássaro lilás. Obviamente morri no pós queda. Todavia, em preciosos milésimos do meu tempo contado, avistei insetos magníficos, bolhas de sabão misteriosas e todos os couros cabeludos pequenos que me apareciam lá do alto. Senti a imensidão através do vento por entre meus dedos e fiz-me livre sob tanto fio bagunçado, alegre.
Não digo que tenha valido a pena pairar em direção à morte, pois nem um herói torna um suicídio digno de sua definição fraca. O certo é que em toda aquela extensão ilimitada de espaço e tempo, vulgo céu, vi o homem cego, o aleijado, assim como todos os caminhantes que passavam por eles. Da mesma forma que eu fazia quando viva, os andarilhos apressados passavam e sentiam pena, coçavam a testa impotentes, pegavam algumas moedas no bolso ou, simplesmente, passavam.
Meus amigos desconhecidos em seus sub-mundos, deficientes em corpos maltratados, permaneciam com as cabeças mais altivas e crédulas que qualquer um dos engravatados que os deixavam esmolas. Como eu sei?
De tão longe, leitor, testemunhando o mundo de tão acima, tudo que eu percebia eram cabeças. Cabeças libertárias e corações plenos.
Do alto, entendemos a diferença entre o sujeito que inclina-se para parecer maior e aquele que inclina-se apenas para ver o céu.
Nós, em vida turbulenta ou ociosa, enxergamos o céu como um refúgio de alguma ilusão amorosa, nunca ideal, sempre copiada de todos esses filmes manjados. Fingimos admiração quando negamos um toque à cegueira. Forjamos misericórdia quando negamos um sorriso ao esforço na caminhada de um paraplégico.
E como num passe de mágica, nós nos damos conta de que passamos por todas as bênçãos disfarçadas de mendigos e decidimos compartilhar asas com um passarinho bonito. Visto que todas as nossas estações multiplicadas já completaram seus ciclos, morremos apesar da epifania e nem tanto amor descoberto livrar-nos-ia do inferno suicida.
Não permita que o momento passe por ti e acene, entristecido.
Na calmaria do despertar de todo este engodo profundo, realize-se, molhe a face e perceba que ainda há tempo. Atravessar ruas espalhando corações lilases, voar com pássaros roxos: a sensação é a mesma. A diferença é que o primeiro ato te salva, enquanto o último mata os milésimos do tempo que conseguistes gozar.
Seja vital para a existência alheia.
Protegida pelo bem-estar do meu ar-refrigerado, assistia, eu, calada e afogada em angústia tão alheia aos meus sentidos e à minha vontade. O homem não poderia sequer fascinar-se com o cinza de sua própria íris, tampouco com o neném que o encarava concentrado. Por um instante divino percebi que ambos sentiam a minha presença.
O momento passou.
Hoje eu atravessei a rua com um paraplégico. Provavelmente o rapaz não obtinha o suporte de uma família abonada que o fornecesse cadeiras motorizadas e café da manhã na cama, porque ele se arrastava. É, tal como se estivesse brincando com a faixa de pedestres, meu amigo anônimo perseguia seus próprios joelhos no chão sujo em busca daquela calçada distante... Apesar de ter pés, por desventura de um destino ingrato, jamais poderia senti-los. Por uma fração de segundo, notei que ele sonhava com meus passos e eu embarquei na viagem, sonhando o mesmo como consolação.
O momento passou.
Hoje voei com um pássaro lilás. Obviamente morri no pós queda. Todavia, em preciosos milésimos do meu tempo contado, avistei insetos magníficos, bolhas de sabão misteriosas e todos os couros cabeludos pequenos que me apareciam lá do alto. Senti a imensidão através do vento por entre meus dedos e fiz-me livre sob tanto fio bagunçado, alegre.
Não digo que tenha valido a pena pairar em direção à morte, pois nem um herói torna um suicídio digno de sua definição fraca. O certo é que em toda aquela extensão ilimitada de espaço e tempo, vulgo céu, vi o homem cego, o aleijado, assim como todos os caminhantes que passavam por eles. Da mesma forma que eu fazia quando viva, os andarilhos apressados passavam e sentiam pena, coçavam a testa impotentes, pegavam algumas moedas no bolso ou, simplesmente, passavam.
Meus amigos desconhecidos em seus sub-mundos, deficientes em corpos maltratados, permaneciam com as cabeças mais altivas e crédulas que qualquer um dos engravatados que os deixavam esmolas. Como eu sei?
De tão longe, leitor, testemunhando o mundo de tão acima, tudo que eu percebia eram cabeças. Cabeças libertárias e corações plenos.
Do alto, entendemos a diferença entre o sujeito que inclina-se para parecer maior e aquele que inclina-se apenas para ver o céu.
Nós, em vida turbulenta ou ociosa, enxergamos o céu como um refúgio de alguma ilusão amorosa, nunca ideal, sempre copiada de todos esses filmes manjados. Fingimos admiração quando negamos um toque à cegueira. Forjamos misericórdia quando negamos um sorriso ao esforço na caminhada de um paraplégico.
E como num passe de mágica, nós nos damos conta de que passamos por todas as bênçãos disfarçadas de mendigos e decidimos compartilhar asas com um passarinho bonito. Visto que todas as nossas estações multiplicadas já completaram seus ciclos, morremos apesar da epifania e nem tanto amor descoberto livrar-nos-ia do inferno suicida.
Não permita que o momento passe por ti e acene, entristecido.
Na calmaria do despertar de todo este engodo profundo, realize-se, molhe a face e perceba que ainda há tempo. Atravessar ruas espalhando corações lilases, voar com pássaros roxos: a sensação é a mesma. A diferença é que o primeiro ato te salva, enquanto o último mata os milésimos do tempo que conseguistes gozar.
Seja vital para a existência alheia.

Um dia dormiremos melhor
e nossos sonhos revelarão nosso descanso!
Alguma noite enxugaremos o suor
e nosso esforço se fará manso.
Aquela vez, em que desviamos do pecado
e a consciência nos bradou,
Não esperávamos pelo paradoxo angelical
do sino mais forte que tocou.
Lá estávamos nós, juntos,
lamentando tanta ignorância
Lá estávamos nós,
avulsos, almejando purezas de tempos de infância.
Até que voltamos em vida
tentando reverter o destino
Começamos sem memória
e eis o por quê de tanto desatino.
Através das eras descobrimo-nos heróis
enquanto nossos desafios queimam retinas
tais como se fossem sóis
Não faz mal refletir espelhos sobre as encruzilhadas
Desde que regozijemos inclusive os tropeços singelos
na intenção das nossas jornadas.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
_mommy, I'll be back soon.

Sentir o frio na ponta do nariz e escolher as frutas vendidas na calçada precedendo meu jantar. Acordar cedinho e ir ao campus de gorro e luvas, vivenciar metrôs e trens, conceder-me retorno triunfal a correios vermelhos espalhados pelas ruas. Lá eu comprarei selos e a saudade, todavia, será tão intensa, que escrever será sinônimo de verdade, mais do que nunca. Acima de tudo e apesar de 1ºs mundos baterem à minha porta, vou com a certeza de que cada folha de outono caída na terra ou que cada floco de neve fazendo cócegas nos meus lábios, remeterão, apenas, ao sempre-Sol deixado em casa e à doce maternidade que me concebeu orando por mim em meu lar.
Somos criados e introduzidos em culturas que em pesar de todo o erro, aprendemos a crescer amando. Sim, também aprendemos a amar, embora, por vezes, sintamos tanto afeto por outrém que sabemos, no raso e no fundo, que já nascemos amando. Inclusive, pouquíssimas “coisas” nos fariam ficar, nos pediriam arrego e diríamos ‘sim‘, nos convenceria a retroceder todos os nossos planos. E basta compreender que abriríamos mão de tudo por alguém, por amor, para que possamos partir em paz, buscar a nós mesmos através do mundo; buscar o mundo através dos sonhos. Terno desapego.
Afinal de contas, se um sentimento é recíproco e lindo a ponto de presentear-nos com a liberdade, nada mais sensato do que voar feliz e voltar apenas caso estejamos com algumas flores nas mãos. Receber e doar, não necessariamente nessa ordem: aprendizado teórico oriundo de nossos pais, cuja prática há de ser absorvida caminhando, com a Graça de Deus.
Quanto mais longe eu for ou o quão menos matéria eu conquistar, o que interessaria, na verdade, estaria guardado nos sorrisos que compartilhamos e nos olhares bonitos que eu registrarei no peito em seu nome.
Quando eu era menor, idealizava vidas ricas e fartas, pois era o que eu assistia de certo nos anseios automáticos na mente das pessoas. Eu só não sabia, ainda, que diferença mesmo fizeram os humildes e que, quanto menos você QUISER ter, melhor. Por um bom tempo, resumi todos os meus estudos e coloquei-os à frente dos meus reais desejos para que tivéssemos uma vida “melhor”.
A parte ingênua da história é que eu conhecia menos da vida do que eu já pouco conheço. Hoje, percebi por entre linhas tortas e letras muito belas, que melhor mesmo, bom, não é lutar para que tenhamos muito dinheiro, e sim para que fiquemos juntas.
Eu queria proporcionar-te ao menos metade de todo o bem com o qual me abençoou, mesmo em nossos tropeços. Talvez eu volte mais forte, talvez mais sábia ou inteligente, de repente eu até consiga mais instrumentos para te dar o conforto que boa gente como você merece. Com tanto ‘talvez’ e com menos rumo ainda, eu só afirmo e confirmo e reafirmo que eu sou uma moça muito feliz, cheia de amor no coração. ‘Talvez’ isso já seja um começo e, definitivamente, regressão não cabe na vida da gente.
Por mais transgressiva ou inofensiva que eu pareça, é bom saber que uma pessoa sabe quem, de fato eu SOU e no que eu quero me tornar.
Não há nada nem ninguém que eu ame mais do que você, mãe. Perdão é tudo que eu me sinto digna em te pedir e gratidão é muito menos do que eu te ofereço ajoelhada. Não importa o quão perdida eu esteja, quando eu penso em você, entendo o quão vale a pena cultivar o seu amor.
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